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Vinicius Cabello - AS CRIANÇAS E O CONSUMO

O desenvolvimento da psicologia infantil ajudou no entendimento desse grupo especial, que tanto influencia nas escolhas das compras dos pais.

Esse grupo representa um grande potencial de consumo, que abrange alimentação, educação, esportes, moda, brinquedos, buffets de aniversário entre outros. Com a segmentação de nichos de marketing foi dada uma especial atenção a esse grupo que deve seu crescimento recente de consumo à grande exposição nos meios de comunicação.

É dos 3 aos 5 anos o período em que as crianças pedem coisas aos pais, pois já sabem discernir marcas e embalagens e localizá-las. Dos 6 aos 12 anos já surge uma postura mais seletiva do grupo que não necessita obrigatoriamente da presença dos pais para efetuar compras, pois já tem noção de valores, de se comunicar e de se locomover.

Na socialização, período que compreende o fim da infância e o início da puberdade, é muito explorada a associação dos produtos com a inserção social como os anúncios da Coca-Cola (que mostram mistura de tribos e estilos musicais).

Nem sempre as pessoas estão conscientes dos seus motivos de compra. Nas crianças esse fator toma certa importância com o fato de que o consumo se torna um meio de conquista na relação pais e filhos, principalmente nos casos de pais separados, onde existe uma concorrência nada saudável, criando uma disposição consumista.

Para agravar a situação, a maioria dos pais cede aos pedidos dos filhos. Os encontros familiares se passam em lanchonetes, cinemas, locais de diversão.

A influência consumista se dá por imitação ou por conselhos vindos da família, dos amigos e dos meios de comunicação, tendo força para decidir o comportamento de consumo na vida adulta.

Esse status baseado no poder de aquisição faz com que o comportamento de ostentação ou inferiorização logo se firme nas crianças.

O contato social obscurecido pela falta de espaço e segurança, pelo grande número de divórcios, pelos meios de comunicação somado a alta competitividade do mundo atual traz problemas sócio-psicológicos.

As brincadeiras que antes necessitavam de várias crianças estão sendo substituídas por jogos individuais competitivos. Essa atitude extremamente competitiva, às vezes causa desentendimentos entre as crianças.

Muita exposição a material pejorativo e publicitário acarreta um menor tempo para atividades sócio-culturais.

Por outro lado existe uma incrível facilidade e autonomia no manuseio de equipamentos tecnológicos, o que coloca as novas gerações em contato direto com a educomunicação e o rápido acesso a incríveis bancos de informações.

Seria interessante que as crianças através de uma orientação pedagógica consigam uma harmonia entre a modernidade e uma vida saudável.

Resenha sobre o Artigo Científico “As Interferências de Alterações Sociais Sobre o Comportamento do Consumidor Infantil” de Chritiane Coutheux Trindade